Segundo o relatório, os aumentos irão variar consoante a gama de produto. As motherboards de entrada e gama média poderão ficar 10% a 20% mais caras , enquanto os modelos premium, com funcionalidades avançadas, poderão sofrer subidas muito mais acentuadas, entre 40% e 50% . Estes valores refletem a complexidade crescente dos modelos de topo, que integram tecnologias como PCIe 5.0, USB4, Wi‑Fi 7, VRMs mais robustos, PCBs multicamada e múltiplos dissipadores M.2 — todos eles elementos que aumentam significativamente o custo de fabrico.
A EnosTech destaca que esta tendência está diretamente ligada ao aumento dos preços de componentes essenciais, incluindo PCBs, cobre, chips controladores, memória e VRMs. Além disso, as despesas de produção têm vindo a subir de forma contínua, colocando pressão adicional sobre os fabricantes e tornando inevitável a revisão dos preços ao canal de distribuição.
Se estas previsões se confirmarem, montar ou atualizar um PC poderá tornar‑se substancialmente mais caro. O mercado já tem registado aumentos nos preços de processadores, placas gráficas, memória DDR e armazenamento NAND nos últimos meses , e a subida das motherboards acrescentará mais um fator de pressão para consumidores, integradores e distribuidores. Plataformas recentes como AMD AM5 e Intel LGA1851 poderão ser particularmente afetadas, dado o custo mais elevado dos seus componentes e funcionalidades avançadas.
Com este cenário, alguns utilizadores poderão optar por adiar upgrades, escolher chipsets mais acessíveis ou redirecionar o orçamento para outros componentes, como placas gráficas ou memória adicional . Para já, os fabricantes não anunciaram alterações oficiais, mas são esperadas novidades nas próximas semanas, à medida que marcas e retalhistas ajustam estratégias face aos novos custos de produção

